A gente não tem tempo

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A gente não tem tempo para a desculpa esfarrapada alheia; a gente não tem tempo para jogos de interesse; a gente já não tem mais tempo para implicar, se importar ou levar em consideração a opinião maldosa de quem nada sabe. A gente não tem tempo nem para aquela novela mexicana na qual a dublagem não acompanha a atriz. 

A gente não tem mais tempo para ser o fã nº1 e acompanhar, na íntegra, as fotos do Instagram; a gente não tem mais tempo para ser o amigo 100% presente, a pessoa disponível no chat a qualquer hora do dia, a pessoa que consegue ler dois livros em uma semana. Para as maratonas na Netflix, zerar Counter Strike, as cinco séries diárias de exercício, já não há mais tempo. E para onde foi todo esse tempo?

Olha, eu realmente não sei. 

Mas para algumas coisas, terminantemente, a gente não pode simplesmente dizer "eu não tenho tempo".

A gente precisa ter tempo para abraçar nossos pais, rir, sonhar, responder com carinho a mensagem de quem a gente ama. Para brincar com o cachorro, conversar com seu irmão, ajudar o próximo, almoçar com seu melhor amigo, ensinar seu priminho a jogar damas: arrume um tempo. 

Arrume uma hora para se jogar no sofá e ouvir as músicas daquele CD gravado lá em 2005. Arrume um minuto para dizer "eu te amo" - mas só arrume se o amor for verdadeiro. 

A gente cresce e dá importância para umas coisas tão babacas que nem percebe que elas comem todo o tempo. Às vezes, nosso tempo vira refeição permanente. Não volta mais. Não deixe seu tempo ser um almoço qualquer - tenha tempo para ser feliz e claro, tente ser feliz o tempo todo.