Resenha: Como eu era antes de você - Jojo Moyes (DESAFIO LITERÁRIO #17 2016)

Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida de melhor forma possível.
 
Oi, gente! Estou aqui para cumprir mais um item do Desafio Literário. O item é o 17, "Um livro que te indicaram". E quem me indicou o sucesso da Jojo Moyes, Como eu era antes de você, publicado pela Intrínseca? Leitores do blog! Além de indicarem o livro, eles indicaram também uma caixinha de lenços - que foi de muita utilidade! Mas vamos lá!
 
Louisa Clark, nossa protagonista, era uma mulher que não tinha muitas ambições - ela estava feliz com seu emprego em um café, sua família, seu namorado. Até que um dia, o café onde ela trabalhou por anos foi fechado - e o mundo de Lou dá uma grande oscilada.
 
Então vou dizer uma coisa boa (...) Alguns erros... apenas têm consequências maiores que outros. Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem você é. (...)Você, Clark, tem a escolha de não deixar isso acontecer.

 
 
As vagas disponíveis na Agência de empregos da sua pequena cidade não são muito adequadas para  Clark: fábrica de frangos, casa de shows com dançarinas de pole dance e por aí vai. Então, uma vaga de cuidadora surge e Lou decide se candidatar (por não ter nenhuma outra opção). Ela começa então a cuidar de Will Traynor, um homem rico, amargo e tetraplégico de 35 anos, que não tem mais muita vontade de viver.
 
Sabe, você só pode ajudar alguém que aceita ajuda.

 
O que eu preciso dizer sobre esse livro é: foi o livro que eu mais tive uma impressão errada sobre, antes de realmente lê-lo. Como eu era antes de você é uma história de amor, porém não é simplesmente uma história de amor: vai muito mais além. O livro diz em alto e bom som: se você ama, você precisa deixar que a pessoa tome suas próprias decisões.
 
A vida de Will Traynor era tão diferente da minha. Quem era eu para dizer como ele deveria viver?

 
O sarcasmo de Will provoca muitas risadas, da mesma forma que as respostas inusitadas de Lou também causam. Mas você vai chorar muito, também, anota aí. A história vai se encaminhando para um desfecho ilógico e é como se o final não fosse feliz, nem infeliz, ou nem existisse de fato. Que loucura, né? Só posso dizer que é tudo muito triste, mas, ao mesmo tempo, como um renascimento. 
 
Eu não sabia que a música era capaz de fazer com que coisas novas surgissem dentro da gente e de nos levar a lugares que nem o compositor imaginou. Deixava uma marca no ar a nossa volta e era como se, ao sair do concerto, você carregasse os resquícios consigo.


Nosso mascote, Minas, também se emocionou muito. "É impossível não chorar", ele afirma.
Alguns capítulos são narrados por outros personagens: os pais de Will, seu fisioterapeuta e cuidador, Nathan, e a irmã de Lou, Treena. Isso traz mais dinamicidade à história, além de outros pontos de vista. 
 
Não estou lhe dizendo para saltar de prédios altos, nadar com baleias ou algo assim (embora, no fundo, gostaria que você fizesse essas coisas), mas para viver corajosamente. Ir em frente. Não se acomodar. Usar aquelas meias listradas com orgulho.

 
É difícil falar sobre esse livro sem dar muitos spoilers. É uma história de como o amor causa mudanças, transforma vidas e ameniza a dor. A única coisa que posso dizer é: leia. Esse livro me marcou de uma forma inacreditável e mudou minha maneira de enxergar muita coisa.


Espero que vocês tenham gostado da resenha! Estou muito ansiosa para o filme, que estreia em junho desse ano. Um ótimo começo de semana e... Um beijo!