Você já se policiou hoje?

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Todo mundo (ou quase todo mundo) sabe quão tamanho é o mal que um julgamento traz. Para quem é julgado, para quem julgou, para quem presencia. Não só julgar: odiar, criar e cultivar preconceitos, difamar, enfim - qualquer maneira de transitar coisas ruins para o próximo.

Todas essas manifestações de ódio causam não só problemas emocionais ou psicológicos: trazem também problemas judiciais. O ódio que se planta aqui pela internet pode muito bem florir na Polícia Federal e trazer muitos frutos negativos ao autor - basta uma denúncia. Por isso, deve-se pisar em ovos para tudo o que se escreve ou fala.

Mas a gente tem de prestar atenção também aos nossos pensamentos. Porque de nada adianta pregar discursos lindos, repudiar manifestações de ódio e, em pensamento, ser o primeiro a julgar qualquer um que aparece. É quase que involuntário: a gente bate o olho em uma pessoa e os vários juizinhos da mente já começam a bater seus martelos.

A pessoa que está ali sendo julgada em pensamento nem faz ideia do que se passa na mente de quem julga, ou seja, que mal a afeta? Nenhum. Ou quase nenhum - acredito muito na negatividade que as pessoas sombrias por dentro conseguem passar só pelo olhar. Mas o maior mal fica dentro de quem está ali, gastando energia criando vereditos.

Que a gente consiga policiar nossos pensamentos, pois eles têm a mesma força que as palavras pronunciadas. E que a gente se lembre que, assim como diz o livro mais antigo do mundo "Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados" (Mateus 7:1-2).