Resenha: Rick Riordan - Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A Espada do Verão (DESAFIO LITERÁRIO #9 2016)

Oi, gente! Estou dando início hoje no Desafio Literário 2016 da página Devolva meu livro. O Desafio consiste nos itens dessa foto a seguir:

 
Calma, calma, que eu vou fazer um banner bonitinho ali do lado só para as resenhas desse desafio, mas por enquanto vamos lendo essa resenha linda!
 
O item do desafio que estou cumprindo é o:
09. UM LIVRO QUE VOCÊ GANHOU
 
E eu ganhei o novo livro do incrível Rick Riordan (que inclusive estava na minha booklist!!) "Magnus Chase e os Deuses de Asgard: A Espada do Verão": a nova trilogia de Rick sobre mitologia nórdica.
 
 
Já tinha dado spoiler no post da booklist de que ele é primo da Annabeth, né? (Mas pelo sobrenome, todo mundo iria perceber, dã - ou não, vai saber!)
 
Enfim, Magnus mora nas ruas de Boston há dois anos, depois que lobos mataram sua mãe, Natalie Chase. No dia do seu aniversário de dezesseis anos, sua prima Annabeth o procura, em companhia do pai. Então, ele invade a casa do seu tio Randolph, descobre que é filho de um deus nórdico, invoca uma espada que estava perdida há séculos em um rio, enfrenta um gigante do fogo e morre! Isso mesmo, ele morre! E não, o livro não acaba por aí (até porque só se passaram algumas páginas...): Magnus RESSUSCITA! Retorna em uma versão 2.0, mais forte, com poderes de cura - mais precisamente, ele vira um einherji: um soldado perpétuo de Odin, que ficará num quase-eterno treinamento em Valhala, esperando para lutar no Ragnarök, o Dia do Juízo Final. (Ok, muita informação, né? E digamos que nada disso é spoiler, descobrimos isso nos primeiros capítulos do livro.)
 
O grande problema é que o Ragnarök não está tão longe quanto se pensa. E quem deve detê-lo? Magnus, obviamente. Mais um problema: são poucos os que estão do lado do mais novo einherji - pois os lordes de Valhala não acreditam que ele morreu de forma heroica para chegar até lá - e, para completar, as Nornas (três irmãs que controlam os destinos dos deuses e dos humanos) dão uma declaração embaraçosa sobre o destino de Magnus:
 
Escolhido por engano, não era a sua hora
Um herói que, em Valhala, não pode permanecer agora.
Em nove dias o sol irá para o leste,
Antes que a Espada do Verão a fera liberte.

 
Mesmo sem a permissão dos lordes de Valhala, nosso herói foge da concentração dos einherjar e parte para sua missão adiar-o-fim-do-mundo. É claro que ele não está sozinho: um elfo com deficiência auditiva e um anão superantenado na moda, que antes se disfarçavam de colegas-moradores-de-rua, assumem suas reais identidades e ajudam Magnus em sua missão. Sam, a valquíria, ou melhor, ex-valquíria, pois foi expulsa da Ordem das Valquírias ao levar Magnus a Valhala, também irá compor a equipe que vai tentar salvar os nove mundos. Sim: aqui é tudo tão complexo que não existe um mundo só, mas nove.
 
E assim a história vai se desenrolando, com as características marcantes de Rick: um protagonista totalmente sarcástico e totalmente insolente. Para mim, esse é o grande diferencial de Riordan: a maneira com que cria personagens tão irônicas e sarcásticas, que conseguem fazer você rir mesmo em uma cena de quase-fim-do-mundo. Sem contar os nomes dos capítulos: você chora de tanto rir.
 
Fiquei com um "pé atrás" ao descobrir que o livro seria sobre mitologia nórdica, mas Riordan, mais uma vez, surpreende: descreve os deuses de maneira ímpar e nos coloca a par de um mundo novo (ou melhor, nove mundos) em questão de capítulos - e é como se conhecêssemos tudo aquilo há anos. Ele vem nos mostrar que Thor não tem aquele cabelo de Barbie que a Marvel nos mostrou, mas Loki é realmente o que já contaram: o início de todo o mal (apesar de ele NÃO ser irmão de Thor, como filmes mostram).
 
O livro também tem os seus momentos "awnn", mesmo em meio a situações de quase-morte e é isso que faz os livros de Rick serem um dos meus preferidos: a prova de que o amor e o companheirismo estão presentes sempre e superam as situações mais adversas.

Como sempre, a Intrínseca acertou em cheio na edição: uma ilustração incrível na capa, diagramação para uma leitura confortável e folhas amareladas. E para melhorar, os capítulos são bem curtinhos - o que deixa o livro bem dinâmico. Não há desculpa para não ler, certo?
 
Já estou louca pela continuação, "O Martelo de Thor" - e recomendo muito a leitura desse primeiro livro!
 
Espero que tenham gostado, um beijo e até mais!