Resenha: John Green - O Teorema Katherine

 
O Teorema Katherine foi o quarto livro de Green que li, e confesso que fui tomada por certo receio antes de lê-lo, pois já tinha ouvido opiniões negativas sobre a obra. Pois bem: acho que tal livro virou o meu favorito do autor (é meio que entrar numa crise existencial tentar determinar qual livro é o seu favorito, creio que vocês entendam; é isso: meu livro favorito do Green ou então um dos que mais me identifiquei). 
 
"É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."
 
Para quem espera que seja um A Culpa é das Estrelas ou um Quem é você, Alasca?, é um baque imenso, mas, a meu ver, só mostra a versatilidade de John. 
 
O livro é em terceira pessoa (amo) e arrisco dizer que é uma repaginada no humor nerd. Mistura matemática (aos leigos: fiquem tranquilos, até eu entendi), notas incríveis de rodapé, bordões em outros idiomas, melancolia nerd e as reviravoltas já conhecidas que o autor cria.
 
 
"Se tem uma coisa que eu sei nessa vida é que algumas pessoas nesse mundo cê só consegue amar e amar e amar, não importa o que aconteça."
 
Colin (personagem principal) é um garoto prodígio que deixa bem claro que não é um gênio, já que não inventou nada novo e sua vida é baseada em: tentar virar um gênio, namorar Katherines e recuperar-se dos foras que levava dessas mesmas Katherines. K-a-t-h-e-r-i-n-e, eis o nome de todas as namoradas de Colin, que, como bom nerd, contava namoros de cinco minutos como namoros reais. Depois de seu 19º fora, ele cai numa bad total e Hassan, um gordinho meio libanês, que por acaso é o único amigo do protagonista, resolve que eles devem viajar para que o amigo se recupere. 
 
 
"Chorar é algo a mais: é você mais as lágrimas."
 
E assim eles embarcam numa jornada diferente de tudo que Colin já havia vivido, afinal, sua vida inteira foi dedicada no desenvolvimento de sua inteligência e supercapacidade de aprender facilmente (uma das coisas que mais adorei no livro são os anagramas que ele faz em questão de segundos, com qualquer palavra ou nome. Tá, meio nerd isso aí). 
 
Situações inusitadas acontecem no decorrer do livro, e a todo momento Colin tenta criar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que poderia prever quando alguém terminaria seu relacionamento com outra pessoa, baseado nas experiências amorosas que o menino já teve, contadas em capítulos diferenciados no livro.
 
 
"Qual o sentido de estar vivo se você nem ao menos tenta fazer algo extraordinário? Que estranho acreditar que um Deus lhe deu a vida e, ao mesmo tempo, achar que a vida não espera de você nada mais que ficar vendo TV."
  
Outro ponto interessante são as curiosidades que Colin conta a respeito de todos os assuntos, já que ele é uma enciclopédia humana. Mas uma coisa o prodígio não sabe: contar histórias. É aí que entra Lindsey Lee Wells, uma ótima contadora de histórias e que será peça fundamental na construção do Teorema. 
 
As personagens são cativantes e são grandes as surpresas no desenrolar da história. Você vai entender o que é ser nerd, ou melhor, ser um prodígio; e claro, ver como John Green consegue criar histórias totalmente diferentes e fascinantes.
 
"E a moral da história é que não é a gente que lembra o que aconteceu. É o que a gente lembra que se transforma no que aconteceu."

Espero que vocês tenham gostado da resenha! Um beijo e ótimo dia para vocês!